Angelika Stitz-Wazek (Catalogue)​​

text not yet availabe in engish

Instalação​​
Sparkasse Mainfranken

Grande parte do trabalho de Rosário Rebello de Andrade relaciona-se de diferentes formas com uma ideia de Paisagem utópica e só visível interiormente. „Paisagem” é neste sentido objecto de contemplação, o qual só pode formar existência atavés do olhar interior do observador. Este é também o lado naturalístico da artista, que se espelha nas suas pinturas a óleo de grande formato.

De longe quase dando a impressão de fotografias, baloiça ali um barquinho sobre a água, poisa acolá um insecto sobre uma mão. Cores ténues de tom pastel, súbtilmente misturadas... como que na tentativa de agarrar um momento e cristalizá-lo para sempre. Romantizado não importa quando e para quando, e desta forma reforçando por si mesmo o seu valor e significado. Observação (do) exterior e ao mesmo tempo (do) interior.

Rosário Rebello de Andrade encena histórias com as suas pinturas. São histórias que provêem ou de um plano de fundo autobiográfico, ou que, visto da perspectiva do expectador, se desenvolvem como narrativas. Ninguém sabe no entanto de que narrativas se tratam. Mas que algo enigmático está a ser contado, torna-se claro a todo (aquele) que se deixe envolver pelo espirito das emoções e queira mergulhar no mundo poético da artista. Pois cada um dos seus trabalhos deve ser observado como uma paragem num tempo, tempo esse que se insere num todo, onde tudo existe e tudo se repete, e tudo se encontra numa cadeia de relações - mesmo na relação com alguns dos seus trabalhos antigos ou com os dos mestres e aprendizes do passado.

Na convicção de que tudo existe numa engrenagem em que tudo já foi feito, coloca também a questão do supérfluo da “autoria” ou “estilo” de uma obra.

Apesar da sua formação se ter concentrado essencialmente na pintura, Rebello de Andrade não quer centrar-se numa determinada linha formal. Qualquer técnica, seja escultura, técnica mista ou instalação, torna-se simples instrumento que possibilte a tradução de uma ideia.

Da sua motivação interior provém finalmente a forma como uma ideia encontra expressão, e nesse momento cumpre-se assim um desejo interior, o assunto em que flui todo esse jogo amoroso.


Março 2006


 

​Malerei und Installation
Sparkasse Mainfranken
 

Viele Arbeiten von Rosário Rebello de Andrade beziehen sich in unterschiedlicher Form auf Landschaft „von anderer Natur”, utopisch und nur innerlich sichtbar. Landschaft versteht sie als Objekt der Kontemplation, welche allein durch den Blick des Betrachters, der sich in sie versenkt, existiert.
Da ist aber auch die naturalistische Seite der Künstlerin, die sich in den großformatigen Ölarbeiten widerspiegelt.
Von weitem fast wie Fotografien anmutend, schaukelt hier ein Schiffchen auf dem Wasser, krabbelt dort ein Insekt auf einer Hand.  Verhaltene Farben, dezent gemischt, pastellig... es ist der eingefangene und künstlerisch für die Ewigkeit eingefrorene Augenblick, welcher für alle Zeit und egal zu welcher Zeit von Rebello de Andrade romantisiert und damit in seinem Wert und seiner Bedeutung an sich gesteigert wird. Äußere Betrachtung als gleichzeitige Innenschau.
Obwohl sich die Ausbildung der Künstlerin hauptsächlich auf die Malerei konzentrierte, mag sie sich nicht auf eine bestimmte formale Linie festlegen.  Jede Technik, ob Skulptur, Mischtechnik oder Installation, ist für Rebello de Andrade nur ein Mittel, welches es ermöglicht, dem Impuls bis zur Idee Ausdruck zu verleihen.
Auf das innere Fließen, auf die innere Motivation kommt es ihr an, die Form selbst, in welcher eine Idee letztendlich ihren künstlerischen Ausdruck  findet, wird sich in dem Moment für sie erfüllen, in welchem innerer Wille, Gegenstand und die alles umspielende Liebe zusammenfließen.
Rosário Rebello de Andrade inszeniert mit ihren Bildern und Installationen Geschichten. Es sind Geschichten, die entweder auf einem autobiographischen Hintergrund beruhen, oder die sich erst im Blick des Betrachters zu einer Erzählung entwickeln. Niemand weiß dabei, um welche Geschichte es sich handelt, doch das etwas erzählt wird, gleich einem Rätsel, wird jedem deutlich, der sich geistig und gefühlsmäßig einlässt... und eintaucht in Rosarios künstlerisch-poetische Welt. Denn für sie steht alles in Zusammenhang und so ist jede ihrer Arbeiten als „Zeitstation” zu betrachten in einem großen Ganzen, in dem sich alles wiederholt und einen Bezug herstellt zu eigenen älteren Arbeiten wie zu Meistern und Schülern der Vergangenheit.
Die Überzeugung von der Verzahnung alles bereits Geschaffenen macht denn auch für sie die Frage nach der „Urheberschaft” eines Werkes und eines Stils überflüssig.

März 2006